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22 de out. de 2012

Aecio 2014: êxito em BH garante candidatura presidencial sustentável, diz artigo

Aecio 2014: êxito em BH garante candidatura sustentável. Artigo comenta cenário político com realinhamento das novas forças políticas.


Aecio 2014: presidente


 Aecio 2014: êxito em BH garante candidatura sustentável

Aecio 2014: êxito em BH garante candidatura sustentável



Fonte: Folha de S.Paulo


O realinhamento continua


André Singer


Prevalece a tendência de os pobres votarem no lulismo e os ricos optarem pela oposição

Até 28 de outubro o balanço é provisório, pois tudo pode mudar na última hora, mas, mantidos os indicadores atuais, o realinhamento de 2006 se mostrará influente no próximo domingo.


Não se trata apenas das conquistas que o lulismo deverá colher em prefeituras com perceptível peso político, mas da continuidade, para além das siglas partidárias, do tipo de divisão social que as eleições têm expressado.


Prevalece, desde então, a tendência de os pobres votarem nos candidatos lulistas e de os ricos optarem pela oposição.


O caso de São Paulo é emblemático. Até sexta passada, na periferia do extremo leste, para cada morador disposto a escolher Serra encontravam-se quase quatro inclinados a sufragar o nome de Haddad, mostrando para onde migrou o voto conservador de Russomanno. Já nas regiões oeste e sul 1, as mais ricas, o tucano tinha maioria.


Mas não apenas em São Paulo – que com 8,6 milhões de eleitores desequilibra o quadro nacional – o sufrágio está polarizado pela renda.


Tal como ocorreu com Dilma em 2010, as camadas de baixo ingresso impulsionaram em Campinas outro candidato sem passagem anterior pelas urnas. Independentemente do placar final, que se prevê apertado, a competitividade do professor Marcio Pochmann (PT) deu-se pela força do lulismo na periferia campineira.


Do mesmo modo, em Curitiba, o ex-oposicionista Gustavo Fruet (PDT) tenta uma arriscada associação com o lulismo para ser ajudado pelos votos dos bairros populares, os quais, no primeiro turno, ficaram com Ratinho Junior.


Há muitos exemplos, mas nada disso significa que a oposição esteja ameaçada de extinção nem muito menos, como vai se falar caso esse cenário se confirme. O êxito de Aecio Neves (PSDB) em Belo Horizonte aponta para uma candidatura presidencial sustentável em 2014.


No entanto, salvo inesperada deterioração das condições econômicas, ele terá que falar a linguagem imposta pelo realinhamento se quiser ser, além de viável, competitivo.


ANDRÉ SINGER, 54, é professor do Departamento de ciência política da USP e autor de “Os sentidos do lulismo” (Companhia das Letras).


Aecio: 2014 – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/73422-o-realinhamento-continua.shtml

5 de out. de 2012

Aécio: senador sobe o tom da oposição

Aécio sobe o tom da oposição. “Quem nacionalizou a campanha não fui eu, foram eles”, disse o senador sobre antecipação do embate de 2014.


Aécio: oposição – eleição 2012


Fonte: Folha de S.Paulo


De olho em 2014, Aécio sobe o tom contra o PT


Senador mineiro aproveita disputa em BH para se opor a Dilma e Lula


Estratégia do tucano passa pela reeleição de Lacerda para se aproximar de caciques do PSB, hoje com a rival

 Aécio: senador sobe o tom da oposição

Aécio sobe o tom da oposição. “Quem nacionalizou a campanha não fui eu, foram eles”, disse o senador sobre antecipação do embate de 2014.



A eleição municipal deste ano mostra uma ofensiva do ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB-MG) para transformar a eleição de Belo Horizonte numa disputa nacional.


O tucano deixou de lado o estilo discreto que vinha adotando até então na oposição.


Foi mais agressivo com o PT, destilou provocações à presidente Dilma Rousseff e atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Dilma reagiu. Esteve anteontem em BH para pedir votos a Patrus Ananias (PT), mas ocupou a maior parte do tempo respondendo aos recentes ataques de Aécio. Os dois são potenciais rivais na disputa presidencial de 2014.


Sem citá-lo, mas falando do tucano, Dilma disse que ele tem “visão mesquinha da vida” e não é “dono de Minas”. Insinuou que Aécio deixa BH para “ir à praia”, enquanto ela, também mineira, saiu por causa da ditadura.


Foi uma resposta à declaração de Aécio de que “estrangeiros” não deveriam interferir no pleito local.


A eleição de BH é considerada fundamental por Aécio para suas pretensões presidenciais, por dois motivos.


A reeleição de Marcio Lacerda (PSB), que tem Aécio como principal cabo eleitoral, seria uma vitória dele sobre Dilma na “casa” dos dois.


Ao mesmo tempo, ele teria por perto o PSB, partido de Lacerda e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, outro potencial presidenciável para 2014.


À Folha Aécio admitiu a mudança de tom. “O processo eleitoral leva a isso.”


Ele reconheceu a polarização com Dilma, mas culpou a presidente e Lula por transformar a disputa em BH em um embate nacional. “Quem nacionalizou a campanha não fui eu, foram eles. Na hora em que o PT rompeu a aliança com o Marcio, o Palácio se movimentou”, disse.


“A minha posição é sempre reativa. Não antecipei isso. Reagi à forma como o Lula, a meu ver, se comportou nesse processo eleitoral.”


Recentemente, Aécio chamou Lula de “líder de facção política” pelos ataques que o ex-presidente faz aos rivais.


PSB
Ao reeleger Lacerda, Aécio mira o PSB, presidido pelo governador Eduardo Campos. Ele estuda lançar Lacerda ao governo mineiro em 2014 e assim atrair Campos para seu lado. “Essa leitura é inevitável”, diz o tucano.


Aécio, porém, tenta desvincular a eleição municipal da disputa presidencial. “Não acho que haja vinculação direta. Mas é claro que, exatamente pela entrada pessoal dela [Dilma], ela própria está se colocando na disputa.”


Ele age nos bastidores com os irmãos Ciro e Cid Gomes -ex-ministro e governador do Ceará, respectivamente-, também filiados ao PSB.


Aécio é amigo de Cid, Ciro e Campos, todos da base de Dilma. O tucano pode oferecer ao PSB o espaço que o PT dá hoje ao PMDB. Trabalha também para dar ao PSDB uma cara de centro-esquerda. Por isso, não abre mão da proximidade com o PDT e seu braço sindical, a Força.


Quando o assunto é mensalão, Aécio tem sido dúbio. Chegou a dizer que defendeu no PSDB que o assunto não fosse explorado na campanha, mas o usou para rebater Lula. Posição ambígua ele manteve também sobre o mensalão mineiro, que envolve o PSDB -disse não conhecer o caso e depois defendeu o julgamento dos envolvidos.


DIVISÃO
Ratinho Junior (PSC) é quem atrai mais simpatizantes do PT em Curitiba: tem 50% entre eles; Fruet (PDT) é o segundo nesse eleitorado, com 22%


“Hoje é o Dia do Agente Comunitário de Saúde
HUMBERTO COSTA (PT), candidato em Recife e dono do tuíte ‘efeméride do dia’ de ontem


11 capitais brasileiras tiveram segundo turno para prefeito nas eleições de 2008; o PMDB acabou como o vencedor em quatro delas


Aécio: oposiçãoEleições 2012


Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/70185-de-olho-em-2014-aecio-sobe-o-tom-contra-o-pt.shtml